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Remédios naturais, um mito?



Já ouviu falar de arnica, garra do diabo, canela-de-velho e salgueiro? Esses são alguns poucos exemplos dos remédios que a mãe Natureza nos presenteia, gratuitamente. Muito dos medicamentos comercializados vieram de extratos de plantas purificados, ou mesmo de modificações do princípio ativo natural. Por exemplo, as folhas do Salgueiro são utilizadas há mais de 2 mil anos para o alívio de dores musculares. Tal árvore é do gênero Salix. No século 19, químicos conseguiram extrair o princípio ativo das folhas, que recebeu o nome de ácido acetilsalicílico - popularmente conhecido como Aspirina. Outro exemplo é o suco leitoso da papoula, que, quando seco, passa a se chamar pó de ópio. Desse pó, extrai-se várias substâncias analgésicas e alucinógenas, como a Morfina (palavra que vem de Morfeu, deus grego dos sonhos). Porém, o uso indiscriminado dos extratos de plantas, por outro lado, tem o seu preço - o risco que tais medicamentos naturais podem trazer à saúde. A garra do diabo, por exemplo, causa alterações gástricas, muito semelhantes às lesões ocasionadas pelos antiinflamatórios sintéticos. A Morfina causa inúmeros efeitos colaterais, como dependência química e psicológica, tontura, náuseas, constipação intestinal, ou mesmo óbito. Temos que lembrar que a diferença entre um medicamento benéfico, e um veneno, pode ser, simplesmente, a dose.

Considero que remédios naturais podem ser utilizados, desde que tenham sua eficácia e segurança comprovadas pelo método científico. Temos de considerar que ser "natural" não isenta a medicação de riscos à saúde. Desde que o uso tenha a supervisão por alguém técnico na área, tais remédios podem beneficiar uma grande parcela de pacientes que sofrem de dores crônicas, a um custo bem acessível.

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